Teste Padocas
 A prova das Padarias
Fabrice Le Nud e Nicolas Galland, dois renomados chefs pâtissièrs toparam o desafio de saborear doces de padaria Por Cintia Oliveira Fotos Raul Zito Reportagem visual Mariana Gallo
Os chefs pâtissiers franceses Fabrice Le Nud, da Pâtisserie Douce France, e Nicolas Galland, da L'Univers de Chocolat, ambas em São Paulo, aceitaram o desafio de experimentar doces e pães doces típicos de padaria. Os chefs levantaram os pontos fortes de cada produto e apontaram o que é possível melhorar em receitas consagradas, como sonhos, tortas de morango, línguas de sogra, carolinas e croissants
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Galland, que vive há seis anos no Brasil, observa pontos positivos e aponta o que está errado em receitas consagradas de padaria |
Mesmo que a padaria seja apenas o local onde se vai em busca do pão de cada dia, é impossível não se deixar seduzir por uma vitrine recheada de pães, doces e outras delícias. Para avaliar a qualidade de algumas receitas típicas de padaria, os pâtissiers franceses Fabrice Lenud e Nicolas Galland aceitaram o desafio de experimentar pães e doces produzidos em cinco padarias renomadas da cidade: amostras de carolina, croissant, língua de sogra, sonho e torta de morango foram adquiridas no mesmo dia do teste (24 de setembro), para assegurar a integridade e o frescor dos produtos.
A primeira impressão é a que fica. No caso dos produtos de padaria comprados "para viagem", a embalagem faz toda a diferença. Nicolas Galland ficou impressionado com a qualidade do pacote da padaria Santa Marcelina. Os produtos foram embrulhados em um papel dourado e resistente e chegaram em uma bela sacola de papel com o logo da padaria. Neste quesito, a surpresa negativa ficou com a padaria Saint Germain. Quase todos os produtos chegaram intactos, mas a tortinha de morango não teve a mesma sorte, pois foi embalada em uma caixinha de papelão maior do que seu diâmetro e chegou revirada aos dois endereços do teste revirada.
Primeiras mordidas
À primeira vista, a língua de sogra da padaria Santa Marcelina chamou a atenção de Le Nud pelo tamanho. "É muito bonita, úmida, mas a porção é exagerada", afirma. O chef pâtissier chegou a pedir a um funcionário que pesasse o pão doce: 280 gramas. "É impossível uma pessoa sozinha comer isso. Se eles reduzissem a porção, poderia sair mais barato". Para Galland, a massa do pão tinha qualidade, "mas o conjunto ficou seco por causa do pouco recheio".
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