Teste - Cervejas Nacionais
 Louras Especiais
GoWhere Gastronomia convocou quatro cervejeiros premium para testar, às cegas, 11 nacionais do primeiro time. Conheça aqui as louras especiais que subiram ao pódium Por Celso Arnaldo Araujo _ Fotos Raul Zito
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Uma das paixões nacionais, a loura "estupidamente gelada" há muito deixou de ser estúpida - e bebida não tão gelada assim. Com acesso aos melhores rótulos do mundo, disponíveis até em prateleiras de supermercados, o brasileiro passou a dar valor a cervas com mais estilo e personalidade - que, além de simplesmente matar a sede goela abaixo, satisfazem a paladares agora mais exigentes. Vivemos portanto a era das cervejas especiais, com complexidades de aromas e sabores, preparadas com técnicas apuradas - até em conventos trapistas da Bélgica. Por isso, nossas cervejarias também tiveram que passar por um upgrade. E o cenário do teste GWG não poderia ser mais adequado à degustação de cervejas do primeiro time: a Forneria Melograno, na Vila Madalena, cuja carta, com 150 rótulos de cerveja de todo o mundo, é considerada a melhor de São Paulo pelos especialistas. O sócio- proprietário, Edu Passarelli, um jovem apaixonado por cerveja, é tido hoje como um dos maiores conâisseurs do país na arte cervejeira. Em seu bar, reduto de cervejômanos ilustres, há rótulos de 6 a 220 reais (caso da belga DeuS, que muitos consideram a melhor do mundo). Enquanto nossas 11 garrafas são resfriadas para o início do teste, ele vai explicando o estilo de cerveja que está em jogo: as lagers. Conhecidas também por cervejas de baixa fermentação, geralmente são cervejas de menor intensidade aromática. E, entre as lagers, estão as chamadas pilseners - como nossas 11 cervejas testadas. "Em geral" - explica Tatiana Spogis, gerente de marketing e treinamento da importadora Bier & Wein, analista sensorial e professora de Tecnologia em Bebidas do Senac, outra de nossas juradas, "são cervejas leves, refrescantes, com grande apelo para se beber em grande quantidade, versáteis". Segundo ela, as pilseners nacionais são mais parecidas com as lager americanas, mais light que as europeias. Em geral, não levam ou levam pouco lúpulo de amargor - resina que o Brasil não produz e que é talvez o ingrediente mais caro das grandes cervejas. "Elas são produzidas para agradar a maioria", resume Tatiana.
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