Altos teores Goles potentes
 Cinco bebidas poderosas
Para comemorar os 5 anos de Go Were Gastronomia, o raio-x de cinco bebidas de alto teor alcoólico que começam a cair no gosto brasileiro Por César Adames
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Elisabetta Nonino, a dona da grappa |
São raras as vinculações entre mulheres e destilados - bebidas normalmente associadas aos homens por conta dos teores alcoólicos elevados, em geral superiores a 40%. Essa história começou a mudar 35 anos atrás quando Giannola Nonino lançou uma grappa artesanal feita da destilação do bagaço fermentado de apenas uma variedade de uva, a Picolit. Nasceu assim o conceito da grappa monovarietal, versão mais sofisticada da grappa tradicional. GWG entrevistou Elisabetta Nonino, filha de Giannola, que esteve no Brasil para o Tour Mistral 2009, evento que reuniu diversos produtores de vinhos.
Qual é a importância da sua participação em um evento de vinhos?
Estou aqui para promover a grappa como bebida nobre, pois ela sempre foi vista como produto pobre e mal acabado.
Com o lançamento da grappa monovarietal este cenário mudou?
Sim, mas ainda é fundamental educar o consumidor para os diferentes tipos e sabores da grappa.
A grappa sempre foi cristalina, mas é possível encontrar grappas envelhecidas. Por quê?
Hoje em dia temos versões envelhecidas em madeira que adquirem tons entre o amarelo escuro e o âmbar. A ideia é conquistar novos consumidores com novos produtos.
O que é necessário para se fazer uma grappa de qualidade?
Trabalhar com matéria-prima fresca, pura e de origem controlada para a obtenção de um produto aromático e refinado. A maioria das pessoas ainda acha que a grappa é feita sem cuidado, como um subproduto do vinho.
Um outro aspecto interessante são as garrafas diferentes...
Em um bar, o primeiro contato do consumidor com a bebida é o visual das garrafas. Não adianta termos um produto excelente se não tivermos uma embalagem maravilhosa.
Jerez
O sherry espanhol
O que é? - O Jerez é um vinho fortificado e licoroso típico da Espanha, envelhecido no sistema de soleira. Seu nome é derivado da região onde é elaborado, Jerez de la Frontera.
Onde é produzido - Região demarcada conhecida como "Triangulo del Jerez", das quais fazem parte as cidades de Jerez, El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda.
Tipos de Jerez - Fino, Manzanila, Amontilado, Oloroso, Palo Cortado e Pedro Ximenez.
Como se bebe - Pela ampla variedade de tipos, o Jerez pode ser consumido antes, durante ou após a refeição. O tipo Fino combina muito bem com presunto Pata Negra servido como petisco.
Curiosidade - A cidade de Jerez de La Fronteira é sempre lembrada pelas corridas de Fórmula 1 que eram disputadas em seu autódromo
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Armagnac
On the rocks
O que é? Aguardente vínica de alta qualidade semelhante ao Cognac, obtida pela destilação de vinhos que apresentam características próprias para o envelhecimento.
Onde é produzido
O Armagnac é produzido na França, nas regiões de Gers, Landes e Lot-et-Gordanne, na Gasconha. Essas regiões formam um triângulo, junto às cidades de Bordéus e Toulouse e foram demarcadas por lei pelo governo francês, em 1909, sob a designação "Appellation Controllés Armagnac".
Quais os tipos - Existem vários tipos de Armagnac, denominados segundo o blend mais novo:
V.O., V.S.O.P ou Reserve (cinco anos de madeira)
Extra, Napoléon, X.O. e Vieille Reserve (seis anos de madeira) Hors d'Age (dez anos de madeira)
Millésimés - ano da safra indicado no rótulo
Como se bebe - Puro ou com uma pedra de gelo
Curiosidade - O que faz o Armagnac se diferenciar de seu "irmão" Cognac é a destilação. O Armagna c pa s s a por apenas uma destilação enquanto o Cognac é destilado duas vezes.
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