 Um italiano nas alturas
Defensor de uma culinária com pratos mais saudáveis - sem o uso de creme de leite ou manteiga - o chef Samuele Oliva faz sucesso à frente do Terraço Itália ao impor uma cozinha autêntica italiana, com massas frescas cortadas na hora e peixes preparados com técnicas precisas e inusitadas de cozimento Por Aroldo de Oliveira Fotos Raul Zito
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Samuele Oliva na cozinha do Terraço Itália: novo cardápio, mais italiano e mais saudável, aumentou a frequência da clientela ao restaurante |
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Bacalhau abafado no forno com vinho branco, espaguete fresco de espinafre e molho de frutas secas, uma das saudáveis e saborosas criações de Samuele no Terraço Itália |
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O comprometimento profissional do jovem - mas experiente - chef Samuele Oliva impressiona. Da manipulação dos ingredientes à sua preocupação em executar uma cozinha nutricionalmente correta, valorizar o sabor e a qualidade dos produtos é o ponto alto deste italiano da região de Vêneto. "É um lugar privilegiado, com um mar maravilhoso e onde se come bem, assim como acontece em toda a Itália. Além dos pratos de peixe, há muita carne de caça e funghi", lembra Samuele, que está no Brasil desde 2004. Em São Paulo, já passou por casas como Piselli, Walter Mancini e Lucca. Este último, aliás, foi o primeiro restaurante da cidade no qual ele assumiu toda a cozinha. No Lucca, Samuele conseguiu impor seu ritmo com pratos extremamente saborosos, criativos e com proposta mais saudável - com criações que lembram o estilo gastronômico do Mediterrâneo, sem adição de ingredientes gordurosos, como a manteiga e o creme de leite. É por essas e outras razões que o tradicional restaurante paulistano Terraço Itália acertou em cheio ao contratar Samuele. "Adorei a oportunidade de vir trabalhar aqui, pois tenho acesso aos melhores ingredientes, conto uma equipe de ponta e tenho liberdade total para fazer a minha cozinha, com direito à reformulação do cardápio", diz Samuele, que tornou o menu da casa mais italiano, com massas delicadas de grano duro pré-cozidas, carnes e peixes preparados com técnicas precisas de cozimento.
"Praticamente nasci dentro da cozinha. Desde os noves anos de idade vivo e respiro gastronomia. Na Itália, antes mesmo de frequentar qualquer escola, eu já sabia coisas que muita gente que sai da faculdade ainda não sabe. A cozinha tem muito disso. É preciso, antes de mais nada, paixão e talento. Não tem glamour. Tem trabalho..."or
Na cozinha do Terraço Itália, aliás, onde fizemos boa parte desta entrevista e as fotos com Samuele, percebemos a paixão deste cozinheiro por seu ambiente de trabalho. Ele gesticula, chama a atenção dos funcionários, fala dos prazeres de uma boa e farta mesa italiana, mas não esquece das origens. "Praticamente nasci dentro da cozinha. Desde os noves anos de idade vivo e respiro gastronomia. Na Itália, antes mesmo de frequentar qualquer escola, eu já sabia coisas que muita gente que sai da faculdade ainda não sabe. A cozinha tem muito disso. É preciso, antes de mais nada, paixão e talento. Não tem glamour. Tem trabalho, queimaduras, suor, entre outras coisas. Por isso eu costumo dizer que, para ser chef, é necessário antes de mais nada ser cozinheiro", observa Samuele, ora em tom bem-humorado, ora insatisfeito com o chamado boom de "chefs" formados pelas faculdades. Ele completa: "Na minha infância, lembro-me de minha avó sentada ao lado do fogão a lenha, olhando para a comida que cozinhava lentamente. Depois, comíamos dentro da cozinha mesmo, era maravilhoso."
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