Ingredientes Pimentas
 Universo picante
As pimentas - de diversas ardências, sabores e cores - valorizam o prato, aguçam o paladar, melhoram o humor, estimulam novas sensações e até fazem bem à saúde
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| 1 - Cambuci; 2 - Murici; 3 - Pimenta de Cheiro do Amazonas; 4 - Malaguetão ou Tripa de Mico; 5 - Pimenta de Bode; 6 - Brinco de Princesa; 7 - Cebolinha; 8 - Dedo de Moça; 9 - Malagueta; 10 - Pimenta de Cheiro; 11 - Cumari; 12 - Biquinho Doce; 13 - Americana; |
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Morena Leite, do Capim Santo: a pimenta mexicana Chile Mulato é ingrediente indispensável no molhe mole – chocolate com pimenta
Medalhão de Filé Mignon acompanhado de pirão de leite, criação da chef Morena Leite. O pirão tem um toque especial com pimenta dedo-de-moça |
Especiaria aromática tão utilizada quanto o sal no mundo inteiro, a pimenta é hoje um item da culinária (quase) fundamental à mesa. “Eu não diria que é fundamental, mas a pimenta dá um sabor e cor especial aos pratos”, diz a chef Morena Leite, do restaurante Capim Santo. Baiana e grande estudiosa da gastronomia brasileira, ela utiliza as picantes em diversos pratos do cardápio de seu restaurante. “O tipo de pimenta mais exótico que já tive nas mãos foi o Chile Mulato, uma espécie que ganhei de uma amiga que foi ao México. É uma pimenta seca que, quando fresca, é conhecida como Poblano. Ela é muito popular no México, usada para fazer molhos e também ingrediente essencial para o famoso Mole, um molho de pimentas e chocolate servido com frango. O chili é muito cheiroso e dá um sabor de defumado ao prato”, diz ela. Mais do que um simples condimento, as pimentas, em muitas especialidades culinárias, ganham o papel principal na apresentação do prato. “Na França, em qualquer lugar que você vá, a mesa tem sal e pimenta. As pessoas estão acostumadas a utilizá-la no cotidiano”, diz o chef francês Laurent Hervé, do restaurante Eau, localizado no hotel Grand Hyatt São Paulo. Laurent, aliás, fala com entusiasmo sobre pimenta. Ele utiliza bastante em sua cozinha a pimenta preta (ou do reino), principalmente no preparo das carnes. Mas lamenta não encontrar no Brasil uma espécie que aprecia. “Gosto da Longa de Java, mas não existe aqui no Brasil. Ela fica excelente com um doce de abacaxi e doce de leite que faço, ou em um lombo de porco assado com maçã e chorizo”, conta. Algumas espécies de pimentas, ainda desconhecidas por aqui, podem ser encontradas na banca do “pimenteiro” Santo Rodrigues, no Mercado Municipal de São Paulo. “Nós não conhecemos nem um quarto dos tipos de pimentas que existem no mundo inteiro. Aqui no Mercadão eu vendo uma espécie mexicana bastante ardida, saborosíssima, que é a Scotch Bonnet, uma das mais fortes do mundo. Temos no País outras espécies muitos saborosas, como a Cumari-do-Pará, que adoro, e algumas da Bahia, como a Malagueta”, conta Santo, que diz comer, todos os dias, as pimentas cruas. “Muita gente pensa que pimenta faz mal, mas não. Meu médico pediu para eu continuar comendo mais, pois meu coração está em dia e minha saúde ótima”, diz ele, que tem 71 anos e há 38 mantém a famosa banca de pimentas no Mercadão.
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